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Pedra de Clarianã


98 - Dirceu Álvares Cabral

 

 

 

 

 

 

         Minha avó Maria Amélia lecionou por algum tempo na escola São Vicente, em Várzea Alegre. Sempre nas datas cívicas, a esforçada professora trazia para a modesta escola a cúpula da conferência que mantinha o educandário.

 

         No início da década de sessenta, em uma semana da Pátria, os membros da instituição filantrópica foram mais uma vez convidados a participar do evento na escola. Ali estavam várias personalidades, entre as quais Miguel Delfonso, Zé Sobrinho e Dirceu de Carvalho Pimpim, este último pai da professora e abastado dono de usina de algodão e de várias outras propriedades do pequeno município do sertão cearense.

 

         Com todos reunidos, a dedicada professora resolveu demonstrar aos convidados o conhecimento de seus alunos. Para começar a sabatina chamou o menino Líncoli Matias para frente da sala e perguntou:

 

         - Líncoli, quem descobriu o Brasil?

 

         Olhando para o homem mais importante e rico que conhecia, o ingênuo garoto disse:

 

         - Dona Maria, num foi seu Dirceu?

 

 



Escrito por Flávio às 18h03
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97 - Inteligência da Vida

 

 

O festejado psiquiatra e psicoterapeuta brasileiro Augusto Cury ensina como ser gestor das próprias emoções, decifrando o código da inteligência para administrar sentimentos e gerenciar os temores, medos, angústias e aflições da vida.

Até parece que o paulista de Colina, cujos livros invadiram as listas dos mais vendidos, conheceu e estudou minha querida avó materna Maria Amélia. A sábia varzealegrense, mesmo em momentos de muitas dificuldades e perdas, buscava controlar suas emoções e “fazer sua própria cabeça”.

No início da década de oitenta, como o apertado orçamento de professora aposentada não permitia nenhum luxo, minha avó continuava assistir a seus programas favoritos em imagem preto e branco de seu antigo aparelho de TV.

Exatamente até o dia em que foi presenteada por seu filho caçula Paulo Danúbio com um televisor novo e a cores, ela justificou sua preferência pela antiga:

- Não troco minha velha televisão nem por duas coloridas. Nan, li na revista manchete que essas tevês cheias de cor fazem muito mal a vista das pessoas.

 



Escrito por Flávio às 03h02
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